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Aeromédico

Como funciona uma remoção aeromédica, do telefonema à chegada ao hospital

Quem liga para uma UTI aérea quase nunca passou por isso antes. Este é o passo a passo real de uma remoção e o que ter em mãos na hora da ligação.

Publicado em 7 min de leitura

Quase ninguém pesquisa remoção aeromédica com antecedência. A busca começa depois do diagnóstico, do acidente ou da recusa de leito, com a família tentando entender um processo inteiro em poucos minutos. Este texto existe para encurtar essa curva.

O princípio que a Abelha usa em missão aeromédica cabe em uma frase: mais que diminuir o tempo, é aumentar as chances.

1. A ligação

O plantão atende 24 horas por dia, todos os dias do ano. Nessa primeira conversa a equipe precisa de poucas informações, mas precisa delas com precisão: onde o paciente está, para onde precisa ir, qual o quadro clínico resumido e quem é o médico responsável no hospital de origem.

Não use formulário de site para emergência. Ligue. Formulário é para orçamento planejado; missão urgente começa por telefone.

2. A avaliação médica

Antes de qualquer decisão sobre aeronave existe uma decisão médica. A equipe conversa com o médico assistente para entender estabilidade, suporte ventilatório, drogas em uso, dispositivos instalados e riscos ligados à altitude. É essa avaliação que define se o paciente pode voar, quando pode e com qual equipe.

Em alguns casos a resposta correta é esperar algumas horas até a estabilização. Transporte antecipado demais não ganha tempo, perde.

3. A aeronave e a equipe de bordo

A configuração muda conforme a distância e a complexidade do caso.

  • Gulfstream G100: jato pressurizado para trechos longos e internacionais, com dois comandantes, um médico e um enfermeiro a bordo, transportando um paciente e até três acompanhantes.
  • Cheyenne I e Cheyenne III: turbo-hélices pressurizados para trechos regionais e pistas menores, com piloto, copiloto e um médico ou enfermeiro, transportando um paciente e um a dois acompanhantes.

A cabine é configurada para o transporte do paciente, com equipe médica embarcada e espaço reservado para o acompanhante ficar ao lado do paciente.

4. A logística de solo

A parte que costuma surpreender a família é que a remoção não é só o voo. É preciso ambulância no ponto de origem, autorização de acesso ao pátio nos dois aeroportos, plano de voo aprovado, aceitação formal do leito no hospital de destino e ambulância aguardando na chegada.

Esse encadeamento é montado pela equipe operacional enquanto a tripulação se desloca. Uma etapa fora de ordem segura a missão inteira.

5. O voo

Em voo o paciente permanece monitorado do embarque ao desembarque. A pressurização da cabine é parte do tratamento, não conforto: manter a cabine em altitude equivalente baixa pesa muito em quadros respiratórios, neurológicos e cardíacos.

O acompanhante viaja em espaço próprio, ao alcance da visão do paciente. Isso não é detalhe de hotelaria, reduz agitação e ajuda a equipe.

6. A chegada

O desembarque segue o mesmo cuidado do embarque. A equipe entrega o paciente ao serviço receptor com passagem de plantão formal e relatório do que aconteceu em voo, medicações administradas e intercorrências, quando houver.

Trechos longos e repatriação

A Abelha tem homologação para operar missões aeromédicas no Brasil e nas Américas, além de Europa, África, Ásia e Oceania, e realiza repatriação de pacientes. Nesses casos entram na conta documentação de saída e entrada, escalas técnicas para combustível e coordenação com o serviço de saúde do país de origem.

O que ter em mãos ao ligar

  • Nome, idade e cidade onde o paciente está internado.
  • Hospital de origem e nome do médico assistente.
  • Resumo clínico ou relatório médico, se já existir.
  • Hospital e cidade de destino, e se o leito já está confirmado.
  • Se o paciente usa ventilação mecânica, oxigênio ou bomba de infusão.
  • Quantos acompanhantes pretendem viajar.

Não é preciso ter tudo pronto para ligar. Com o que houver a equipe já começa a trabalhar, e o restante é levantado junto com o hospital.

Quer conversar sobre o seu caso?

Nossa equipe responde por WhatsApp, telefone ou e-mail. Para emergência aeromédica, o plantão atende 24 horas.